quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

MARIA, NOSSA MÃE






NOSSA MÃE

Cravado na cruz, o Redentor já estava para expirar no Calvário, e junto à cruz, Ele viu sua Mãe, acompanhando-o em seus últimos momentos.
Para a Virgem Santíssima, assim pensamos nós, teria sido mais conveniente não presenciar a agonia de seu Filho, em meio àquele drama e ódio, zombarias e blasfêmias.
No entanto, ela também quis ir até ao Calvário; e por que?

No presépio, ela já havia dado ao mundo o Redentor prometido. 
E para consumar essa doação ela quis estar ao lado de seu Filho, no momento decisivo da redenção, compreendendo também ao mundo que esperava pela sua morte, para reconciliar-se com Deus.

Naquele dia o sacrifício de Cristo, nos fez nascer para a amizade com o Pai, que nos recebeu como seus filhos. 
Mas Cristo nos foi dado pela Virgem Santíssima, e é por isso que a dizemos nossa mãe, pois a ela devemos o Redentor quer nos deu a vida sobrenatural da graça e da amizade divina.

Vendo junto à cruz sua Mãe, e perto do apóstolo S. João, o Redentor agonizante disse à Virgem: Eis aí o teu filho. - E, olhando para o apóstolo, disse: Aí esta tua mãe. E, com o olhar, indicou-lhe Nossa Senhora .

Aos pés da cruz, num grupo de mulheres, estava Maria Salomé, mãe de S. João. 
Como explicar, então, a palavra do Redentor, dando-lhe por mãe a Virgem Santíssima? 
Naquele momento S. João era o único apóstolo que Cristo dera início à sua Igreja neste mundo. Dizendo ao discípulo: Eis aí tua mãe, ele estava  afirmando que a sua mãe era também a mãe da sua igreja, pois esta, através dos séculos, deveria ser, como é realmente, a continuação de Cristo, cumprindo sua missão de ensinar e de salvar o mundo.

A este respeito escreveu Leão XIII: No apóstolo S. João a Igreja sempre sentiu que Cristo designou todo o gênero humano, especialmente aqueles que a Ele se uniram pela Fé. - E foi por isso que, desde os tempos mais remotos, os fiéis se acostumaram a invocar Nossa Senhora como o  nome de mãe. Viam nela não somente a Mãe de Deus, ornada de uma extraordinária santidade, mas também nela reconheciam a mãe dos homens por nos ter dado Aquele que nos deu a vida sobrenatural da amizade com Deus.

Que tenhamos sinceros amigos... que nunca os entristeçamos e nem sejamos entristecidos por eles!

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