sábado, 17 de março de 2012

MÃE DOS AGONIZANTES


Se N. SENHORA É O REFÚGIO DOS PECADORES E A CONSOLADORA DOS AFLITOS, não seria ela também a Mãe dos Agonizantes? 
Sem dúvida, pois neste mundo, são eles o que mais necessitam de consolo, de coragem e confiança, naqueles momentos em que devem trocar esta vida terrena pela vida eterna.
A Igreja nos lembra que todos estamos sujeitos a esta lei imutável da morte. 
És pó, e ao pó terás que voltar - é o que ouvimos na Quarta feira de Cinzas. 
Sabemos assim que, até e Ressurreição final, o nosso corpo será apenas um punhado de pó encerrado numa sepultura. 
Mas, e a nossa alma? 
Esta começará então a viver o que tivermos vivido neste mundo. 
Portanto, os últimos instantes da nossa agonia serão decisivos para nós.
Milhares e milhares de pessoas morrem diariamente... e quantas se salvam? 
Não o sabemos. 
É certo que, na sua infinita misericórdia, Deus não tem nenhum interesse em condenar seus filhos, pelo contrário, Ele quer salvar a todos. 
Mas Deus é também infinitamente justo. 
Por isso devemos, sim, confiar na sua misericórdia de Pai, sabendo no entanto que Ele é também nosso Juiz, pra nos julgar.
Se Deus não quer perder a nenhum de seus filhos, o mesmo acontece com Nossa Senhora, pois ela é Mãe, e só deseja a salvação eterna daqueles que a procuram imitar neste mundo. 
Ela sabe que dos últimos momentos, irá depender  a nossa eternidade. 
Se dela precisamos durante a vida, mais ainda iremos precisar à hora da nossa morte. 
A conformidade, a coragem, a confiança em Deus, é o que devemos pedir sempre  para os momentos da nossa agonia. 
Que a saibamos honrar como Mãe durante a nossa vida, vivendo sempre na amizade de Deus... assim, quando a morte chegar, já nos irá encontrar devidamente preparados.
Costumamos dizer que a morte é o eco da nossa vida. 
Quando alguém se interessa por Deus, também procura viver com Ele, de acordo com a sua vontade divina. 
Ora, se Deus nunca abandona a seus filhos, muito menos irá abandonar à hora da morte, aqueles que sempre o desejaram, vivendo uma vida realmente cristã, pela fé, pela esperança e caridade. 
Para aqueles que vivem com Deus, a morte não será nenhum castigo mas um prêmio, como início de uma feliz eternidade.



Um comentário:

  1. Excelente reflexão, que geralmente não a fazemos na profundidade que a mesma merece.
    Bj. Célia.

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