quinta-feira, 10 de maio de 2018

Devoção à Virgem Santíssima


Tratando da nossa devoção à Virgem Santíssima, diz o Concílio Vaticano II: Lembrem-se os fiéis que uma verdadeira devoção não consiste num estéril e transitório afeto, nem numa vã credulidade, mas procede da fé verdadeira, pela qual somos levados a reconhecer a grandeza da Mãe de Deus, excitados a um amor filial para com nossa Mãe, e à imitação das suas virtudes. 
Sobre estas palavras será necessário refletirmos um pouco.
Lembrem-se os fiéis: todos precisamos compreender que a verdadeira devoção não consiste num sentimentalismo ou entusiasmo de momento. 
A devoção e manifestação apenas através de uma romaria, que se lembra de Nossa Senhora somente nas determinadas ocasiões e necessidades, não é verdadeira, pois ela só existe e interessa à pessoa.
Tambem não  será autêntica uma devoção que se reduz à credulidade, isto é, uma superstição mais ou menos piedosa. 
É o que acontece quando alguém imagina Nossa Senhora, ou  imagens suas, como um amuleto de poder oculto e misterioso, capaz de resolver os casos mais complicados, ou como situações mais difíceis ... 
Uma espécie de poder mágico, reservado a alcançar de todos os favores que se deseja, ou atender uma necessidade. 
A verdadeira devoção está muito longe disso.
Ela nascer deve, diz o Concílio, de uma fé profunda, pela qual reconhecemos a grandeza de Nossa Senhora como Mãe de Deus, dedicando-lhe, ao mesmo ritmo, o nosso amor filial como merece a nossa Mãe. 
Esse amor deverá realizar o que ela espera de nós: que imitemos suas virtudes.

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